Psicologia e LGBT+

Como encontrar um/a bom(a) terapeuta?

Ao longo da história, a população LGBT+ (lésbicas, gays, bissexuais, trans e outras pessoas de gênero/sexualidades transgressivas) tem sido oprimida e desrespeitada.

Felizmente, as mudanças sociais têm sido intensas e aumentam os índices de aceitação à diversidade humana. No entanto, ainda vivemos em um contexto bastante opressor à diversidade, por exemplo, com algumas ameaças legislativas que visam diminuir direitos já conquistados e limitar o exercício da liberdade individual. 

Durante muitos anos, a Psicologia, refletindo as ideias sociais da época, repercutiu a LGBTfobia em suas práticas, por exemplo, fazendo tentativas malsucedidas de “mudança de orientação sexual”, causando prejuízo e mais sofrimento às pessoas que eram submetidas a essas práticas que aviltavam a condição humana. 

Hoje em dia, isso mudou bastante. A visão predominante na Psicologia é de respeito e compreensão com relação à diversidade sexual, de gênero e de relacionamento. No entanto, alguns profissionais ainda não contam com a formação e/ou vivência suficientes em tal temática, podendo, mesmo sem a intenção de causar sofrimento aos seus pacientes, ter uma prática pouco eficaz e normativa.

Dessa forma, ao buscar um profissional da Psicologia, as pessoas LGBT+ precisam se precaver e questionar o profissional atual, ou que desejam contratar, sobre a visão dele/dela acerca do tema e estar atento às manifestações sutis de preconceito, o que pode colocar em xeque o tratamento.

Alguns questionamentos a serem considerados com seu/sua terapeuta:

1) O que ele/ela pensa sobre LGBT? Como explica tal diversidade?

Caso seu/sua terapeuta tente explicar, por exemplo, a homossexualidade e/ou a bissexualidade como resultantes de  traumas/problemas/fixações/deficiências/frustrações, por mais que tenha uma postura de aceitação, saiba que tal posicionamento é marcado por discriminação e preconceito.

2) Qual a experiência da/o profissional com a população LGBT? Ele/ela já atendeu demandas de tal público?

Sabemos que pessoas LGBT têm vidas comuns e semelhantes às pessoas que não o são. No entanto, o fato de viver num contexto opressor gera dificuldades extras e situações que não são vivenciadas por pessoas cis/heterossexuais, por exemplo: lidar com a ideia de “se assumir”, medo da reação da família acerca disso, medo de expressar afeto em público, receio de ser “descoberta/o” e eventuais problemas profissionais advindos disso, etc.

Dessa forma, a/o terapeuta, apesar de entender que LGBT’s são pessoas comuns como quaisquer outras, precisa estar consciente das vivências específicas dessa população. Verifique se sua/seu terapeuta tem essa compreensão.

3) Seu terapeuta já cogitou, mesmo que sutilmente, mudar sua orientação sexual/expressão de gênero? Sugeriu que você fosse mais “masculino” ou “feminina”? Fez comentários depreciativos sobre algum aspecto da sua vivência dita “diversa”?

Se a resposta for afirmativa, há chances de você não estar recebendo o melhor tratamento possível. Não existe sustentação científica para tratar como menos legítimo, saudável ou aceitável a diversidade sexual, de gênero e relacionamentos. Não há dados para dizer, por exemplo, que ser bissexual, ter identidade de gênero discordante do que foi atribuído socialmente, não ter desejo sexual ou ter um relacionamento aberto sejam “doenças” ou algo a ser tratado. Não aceite tais “verdades” sobre sua vida.

4) Seu terapeuta demonstra desconforto quando você fala sobre sua vivência de gênero, orientação sexual e/ou relacionamento?

Se a/o terapeuta muda de assunto frequentemente quando você fala sobre suas práticas sexuais, demonstra desaprovação/desconforto com seu relacionamento aberto ou com sua identidade de gênero, por exemplo, converse com ele/ela sobre isso. 

É fundamental que o paciente esteja num ambiente que sua existência não seja constrangida e que haja respeito à diversidade.

Essas são algumas dicas gerais que podem te auxiliar na busca de um profissional capacitado. Caso tenha interesse em meu trabalho, entre em contato. clique no ícone do whatsapp no canto inferior direito do site e marque sua consulta!

ARTIGOS

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Marcos Roberto Alves de Carvalho
Sexólogo | Psicólogo (CRP 08 – 19155)

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